"Nossa cidade está se tornando um grande polo de vitivinicultura e hoje é a maior cidade em enoturismo da região da Chapada Diamantina. Vamos continuar investindo e estimulando esse setor, que é um grande vetor de desenvolvimento." Juliana Araújo, prefeita de Morro do Chapéu
Com estas palavras, a atual prefeita de Morro do Chapéu resume o momento vivido pelo município, que se transformou em referência do desenvolvimento regional e prepara seu próximo ciclo com iniciativas como o Caminho dos Vinhos, que reúne cinco vinícolas em operação: Vaz, Reconvexo, Sertânia, Santa Maria e Vinhas do Morro.
O investimento do município envolve pavimentação, sinalização e iluminação de 4 quilômetros de vias. O Caminho dos Vinhos integra a Rota do Vinho da Chapada Diamantina, criada oficialmente pelo Governo da Bahia em 2025, conectando esse esforço ao trabalho feito pela Vinícola Uvva, em Mucugê.
Esse reconhecimento já é internacional: os vinhos Ferro Doido Malbec, da Vinícola Vaz, e Reserva Syrah, da Vinícola Reconvexo, foram premiados com medalhas de ouro e nota 92 na Grande Prova Vinhos do Brasil 2025, qualidade que reflete um trabalho iniciado pela família Borré (Mucugê) e por Jairo Vaz (Morro do Chapéu) ainda na década anterior, com apoio da Embrapa.
Um contexto para a atual Chapada Diamantina
A história da ocupação econômica da região começou com garimpeiros do século XIX em busca de ouro e diamantes. O período dos "Coronéis" marcou profundamente a Chapada, com o Coronel Horácio de Mattos como figura central de um poder extraordinário, um legado que ainda hoje influencia a estrutura fundiária da região.
Quando falamos da Chapada Diamantina atual, falamos de um território de 32 mil km², que engloba 24 municípios no centro da Bahia e uma população aproximada de 400 mil habitantes. É um planalto que faz parte da Serra do Espinhaço, oferecendo grande diversidade de reservas ambientais e atrações ecoturísticas de nível mundial.
A Chapada abriga ainda a 6ª maior área irrigada por pivô do Brasil. O Agropolo Mucugê-Ibicoara produz quase a totalidade da batata consumida no Norte/Nordeste, fazendo com que Mucugê tenha um PIB per capita 4 vezes superior ao de Salvador.
A Chapada aproxima-se de todos que buscam vivê-la de forma responsável e sustentável. Seis motivos fundamentam este novo momento no mercado imobiliário regional.
6 motivos que fortalecem o mercado imobiliário
1Ampliação da conectividade
A instalação de internet tornou-se mais acessível que conexões de energia. A redução de custos em fibra ótica permitiu que cidades do interior disponibilizem múltiplos provedores, complementados por serviços como Starlink.
Essa conectividade convergiu com a consolidação do trabalho remoto, especialmente pós-pandemia. Videoconferências, plataformas de colaboração e ferramentas de comunicação tornaram-se familiares, aumentando a produtividade fora dos grandes centros.
Escolas do interior, especialmente as privadas, conectam-se a sistemas de ensino que elevaram os padrões de conteúdo e as ferramentas pedagógicas. Casos como a Escola Lapilar (Mucugê), sob direção de Virgínia Luz, e o Instituto Sincorá, fundado por Tácio Mattos, são referências em inovação educacional na região, permitindo acesso a graduação e pós-graduação em formatos diversos, com qualidade equivalente às capitais.
2A revolução do Airbnb
Plataformas como Airbnb e Booking modificaram por completo a dinâmica imobiliária. O empreendimento Bossa Farol de Itapoan, com o slogan "a sua casa de praia urbana", foi 100% vendido em 60 dias justamente por permitir aluguel por temporada, e prestadores de serviço como Housi e 535 Homes hoje cuidam de precificação, cobrança e relacionamento com inquilinos, eliminando o trabalho operacional do proprietário. Para quem investe na Chapada Diamantina, o imóvel passa a representar lazer e renda ao mesmo tempo.
3A Chapada como grande destino de serra do Norte/Nordeste
Não existe, hoje, um destino de serra consolidado no Norte/Nordeste brasileiro, diferente de Gramado, Petrópolis, Campos do Jordão e Pedra Azul, que atraem visitantes do resto do país. As cidades da Chapada situam-se acima de 1.000 metros de altitude, criando um microclima ameno em relação ao litoral, com temperaturas de inverno chegando a 7°C.
Além do ecoturismo natural, a região desenvolveu o agroturismo: plantações de café (com casos de exportação, como o Café Igaraçu de Ibicoara), pomares de morango, framboesa, amora, mirtilo e pitaia em sítios como o Sítio do Galera e o Sítio Frutas Vermelhas (Mucugê), além de experiências apícolas no Apiário Flor da Mata (distrito de Guiné).
O desenvolvimento das vinícolas introduziu o enoturismo. Morro do Chapéu, com 33 mil habitantes, possui atualmente 4 vinícolas operacionais abertas à visitação. Jairo Vaz foi pioneiro em 2016, seguido pelas vinícolas Reconvexo, Santa Maria e Sertânia, além da Vinícola Uvva, em Mucugê.
4Simplificação do processo de regularização fundiária
Dificilmente se percebe um bom nível de desenvolvimento imobiliário sem fundações jurídicas sólidas. Os desenvolvedores funcionam como catalisadores de um crescimento urbano organizado, e precisam de terrenos regulares e segurança jurídica para assumir os riscos do negócio.
Historicamente, a Chapada enfrentou informalidade herdada da sucessão de grandes latifúndios sem registros formais. Leis como a usucapião extrajudicial (13.105/2015) e a REURB (13.465/2017) facilitaram a regularização de áreas rurais e urbanas, e a obrigação municipal de revisar periodicamente os PDDU's para receber repasses federais também contribuiu para mais segurança jurídica e clareza nos vetores de crescimento.
5Força do arcabouço de preservação ambiental e do patrimônio histórico
A abundância natural da Chapada encontra reforço legal em parques e reservas constituídos, e o legado da ocupação aurífera deixou um patrimônio histórico e cultural significativo. Cidades como Lençóis, Mucugê e Rio de Contas são tombadas pelo IPHAN.
Longe de serem um obstáculo, essas legislações ambientais e de preservação patrimonial funcionam como aliadas do desenvolvedor imobiliário responsável, definindo parâmetros que beneficiam empreendimentos e clientes no longo prazo.
6Evolução das questões relacionadas à saúde mental e equilíbrio
Avançamos muito no reconhecimento de fragilidades psicológicas: o tratamento perdeu boa parte do estigma que carregava. As armadilhas para a nossa saúde mental cresceram significativamente com a digitalização das nossas vidas, transformando questões como depressão e ansiedade em pautas que precisam ser tratadas com seriedade.
A conectividade aliada à liberdade geográfica cria o cenário ideal para destinos como a Chapada Diamantina: melhor qualidade de vida, menor exposição a problemas de segurança, menos tempo em trânsito e acesso a alimentos de melhor qualidade. As novas gerações já reconhecem a importância dessas questões e buscam trabalhar e empreender mantendo a saúde física e mental em dia. Movimentos de redução populacional em grandes cidades como Salvador, confirmados no último censo, evidenciam essa tendência. O mercado imobiliário precisa acompanhar essa dinâmica.
A BRL/ fechou parceria com a Vinícola Vaz para o desenvolvimento de condomínios vinícolas na Chapada Diamantina. Interessados podem se cadastrar para receber informações sobre lançamentos e conteúdos relacionados em cidadevinicola.com.br.